História já disponivel no Blog sobre as obras da Autora: http://livrariapessoal.blogs.sapo.pt/679

História já disponivel no Blog sobre as obras da Autora: http://livrariapessoal.blogs.sapo.pt/679


"A vida mostrou-me que nada é como realmente queremos, nada é um sonho, e poucos são os sonhos que um humano pode tornar real, ás vezes, na vida, envolvemo-nos em jogos que podem n o ser como nós esperávamos, eu mesmo sem pensar muito, envolvi-me num jogo desses e digamos que n o acabei lá muito bem, podia ter acabado pior, perdi muita coisa num espaço de um ano, perdi pessoas que pensei que estavam garantidas na minha existência, perdi a beleza do mundo, perdi a confiança nos outros...
O patinho feio passara a cisne.
Mas não eram só essas as diferenças.
Eu agora era mais madura, era, como diria a Teresa que eu fora um ano atrás, "mais crescida".
Acho que cresci muito depressa.
Deixei de um momento para o outro de ser a menina da mamã que era dantes.
Simplesmente era eu.
Eu tinha uma grande amiga...
Eu tive um grande amigo...
Eu tinha uma legião de amigos...
Uma vez a minha amiga mostrou que não o era e fez-me coisas horríveis, custa disso perdi o meu amigo, que se mostrou tão fraco de espírito que nem pela verdade lutou e acreditou. Com esta confusão toda vi que n ão tinha aqueles amigos que eram como irmãos ao meu lado... Acordar um dia e sentirmo-nos na perfeita solidão é tudo menos agradável e confortável...
É compreensível, e eu sei que existem vidas piores que as minhas, entendo que me podiam ter acontecido muitas outras coisas ainda piores, e pergunto-me se teria aguentado?! Não sei, mas sei que é difícil para uma rapariga como eu, que sempre foi feliz e nunca lhe faltou nada desde bens

materiais a companhias, acordar e estar sozinha.
Apaixonei-me na altura errada...
Apaixonei-me pela pessoa errada...
Tive os amigos errados...
Tive tudo errado.
Agora que cresci, um pouco forçada, descobri os valores que realmente tenho que preservar para ter uma vida relativamente agradável... Não sei se tão cedo vou ser feliz como era dantes, até porque não se pode recuperar o passado, mas acredito que estou melhor.
A vida não dá garantias...
Ninguém dá garantias sobre a vida...
No mínimo o que podemos esperar da vida é uma ligeira compreensão... Dos outros apenas podemos esperar um pouco de fé. Mas nunca podemos esperar a plenitude da felicidade.
Tudo muda... é óbvio, aquelas paisagens que vimos toda a vida também mudam... Aquele pássaro que voa livre no céu nem sempre foi livre, também ele já esteve preso num ninho. Nada se mantém igual por muito tempo... nem nós mesmos, podemos mantermo-nos fieis ao nossos princípios, mas existem momentos da nossa vida que desejamos esquecer tudo. Isto é uma imagem da mudança. Ás vezes mudamos muito num curto espaço de tempo. Ás vezes só reparamos na mudança quando não há maneira de voltar trás...
Tudo o que eu fora...
Aquilo que eu sou agora...
Parâmetros distintos...
Enquanto fumava o meu cigarro e via o pessoal a drogar-se, percebi o quanto a minha vida tinha mudado. Eu deixara de ser aquela menina frágil, tímida e medrosa. Eu agora tinha-me tornado numa linda mulher, cobiçada por muito e gabada pela minha beleza fosse onde fosse. Eu era segura de mim."

"Os projectos estavam feitos...
As decisões estavam tomadas...
E tudo corria bem, o destino estava a ser generoso, os pais da Mónica consentiram na mudança de escola, então lá fomos nós entregar o boletim de inscrição, só tínhamos que esperar para saber se éramos ou n o aceites na escola, e faltava tanto para isso...
E quando tudo parecia ir a correr bem, a Mónica confronta-me com uma noticia:
- Teresa tenho que falar contigo...
- O que é que foi?!
- Eu não consigo, eu não consigo mudar de escola... Esta mudança vai implicar outras mudanças e eu não estou preparada para as assumir...
- Por favor, não me deixes... Eu não posso voltar para Valbom... Enfrentar a Mariana... E tenho aqui a Sara e o Ricardo... – Dizia eu a chorar.
- Não te estou a pedir que venhas comigo. Simplesmente estou a dizer que não vou mudar...
- Lamento dizer-te, mas eu fico. – Terminei eu. – Então se não te importas eu depois anulo o teu pedido de mudança, como os dois estão anexados pode ser que seja mais fácil arranjar uma vaga só para uma pessoa.
- Claro!
Estava sozinha...
As cartas estavam lançadas e só o destino sabia o que me ia acontecer...

Nesse momento tive a certeza que tinha que deixar Valbom, deixar aquela escola, deixar aquelas recordações, deixar aquele passado, nesse dia tive saudades da amizade do Ricardo, desejava tanto um conselho dele, senti o quanto precisava de um amigo e pensei que as coisas não podiam acabar assim...
Então surgiu minha frente um novo mundo, uma nova oportunidade, vi que a escola de Gondomar era uma opção, podia ir para a beira da minha melhor amiga, podia deixar para traz o meu passado, podia recuperar a amizade do Ricardo...
Simplesmente podia começar tudo de novo.
Apesar de deixar a Mónica para trás, ela foi a única perda do percurso... Mas eu tinha que andar com a minha vida para a frente. Ela ficou em Valbom... Ficou lá na esperança de organizar a sua vida e de seguir o seu sonho."
Teresa Isabel Silva, nasceu a 21-01-1989 no Porto, editou o livro intitulado de Linha Desfalecida - O Acordar em 2009 e um ano depois, editou o Linha Desfalecida - A Descoberta, a segunda parte da saga.
Podem ainda visitar o Blog de outras Histórias em: http://fadedline.blogs.sapo.pt, http://descendencia.blogs.sapo.pt e http://1794.blogs.sapo.pt
Antes dessas histórias Teresa escreveu alguns breves romances e outras sagas como foi o exemplo de Hospital Central que conta com mais de 7 temporadas distintas, mas as primeiras histórias foram as compilações de As Aventuras da Teresa, que são a sua adaptação ás famosas Aventuras de "Os Cinco."
Teresa Isabel Silva, que muitas vezes pode ser encontrada na Internet sobre o pseudónimo de VilandraTeresa, dirigiu ainda em 2006/2007 um projecto intitulado o projecto paranóia que por falta de fundos e investimentos para a sua realização se viu obrigada a abandonar.
Estudou em várias escolas de Valbom e Gondomar na Área de Ciências Sociais e Humanas apesar de nunca se considerar uma excelente aluna, foi colocada no quadro de honra no seu 10º ano ao ser-lhe atribuído um 16 a História quando a escola apenas permitia como nota máxima para o primeiro período escolar um 15.
Frequentou o ensino superior no ISMAI (Instituto Superior da Maia) onde esteve matriculada no curso de Solicitadoria, mas que abandonou ao fim de um semestre por defender que não gostava daquela área e que não pretende seguir.
Actualmente está a a estudar mais uma vez no ISMAI, mas desta vez no curso de Ciências da Comunicação. Trabalhou desde os 18 anos, em Telemarkting e Call Center, algo que admite gostar de fazer pelo que não pondera deixar de trabalhar, até porque 2010 ela ficou responsável pelo departamento de qualidade do telemarkting da empresa onde começou por ser apenas uma operadora.
Entre todo este role de vida, Teresa também foi uma das 10 seleccionadas para a ESMAE (Escola Superior de Musica e Artes de Espectáculo)não
chegando aos oito melhores.
As artes estão no seu sangue e já pertenceu a uma banda, onde era vocalista, mas também essa carreira foi abandonada porque a banda foi desmantelada.
Apesar de preferir escrever e estar por detrás da magia, ela assume que um dia no futuro adoraria interpretar uma das suas personagens, e a sua eleição recai sobre Isabel Roque da Saga de Linha Desfalecida. E garante de que apesar de considerar que cada livro que escreve é sempre melhor que o anterior não consegue ter preferências por nenhum deles.
Entretanto a sua página pessoal também pode ser visitada em: Http://Herewithme.blogs.sapo.pt, e quem sabe se no futuro ela opte mesmo por ter um site..
"- Mas não é bem isso, eu mudo tudo, ás vezes penso que tenho a capacidade de alterar a normalidade de um lugar, a rotina da vida de uma pessoa, a tua vida por exemplo, deu uma volta tão grande e tudo por minha causa... Tu entras-te na minha vida e ela alterou-se por completo. Tu não tinhas que passar pelo que passamos. – Confessei.

- Só passei porque quis, porque sou tua amiga... Não é verdade?! Eu podia-te ter abandonado a qualquer momento e arranjar uma amiga mais normal... Mas não podia.
- Obrigada.
- De nada.
- Mas Mónica... Mesmo assim tenho medo... Que alguém se magoe só por estar no meu mundo, eu sou um íman atractivo de problemas...
- Ninguém se vai magoar...
- Existem pessoas que nem puderam escolher vir para o meu mundo...
- Pois não escolheram... Mas essas pessoas podem sempre escolher outro caminho... Se lhes acontecer alguma coisa, a culpa não é tua... Mas sim do destino... – Dizia a Mónica fazendo uma pausa no discurso. - Lembras-te de no início do ano quando me disseste que acreditavas que o destino comandava o rumo da nossa vida?!

- Lembro-me, na altura era vegetariana.
- Eras uma rapariga com sonhos e princípios... Tu não fazias nada de nada pelas coisas... Esperavas que elas acontecessem... E não era isso que acontecia?! – Perguntou a Mónica, eu acenei com a cabeça. – Onde está essa rapariga de vida estável... tu deixas-te de acreditar no que acreditavas... Deixas-te de acreditar no destino... Tu deste-me este conselho a mim... eu agora vou dar-to a ti... Deixa estar, não te preocupes, o destino trata de tudo, e um dia quando acordares, vais ver que sem te teres preocupado, já está tudo resolvido.
- Obrigada.
- Não vai acontecer nada...
- Eu quase que morri, sei o que senti, e se algum de nós morrer?! Se alguém se magoar pelo caos que existe minha volta?!
- O caos não é tua volta... É volta de toda a gente..."
Tu, Aquela e a Outra além de ser uma história baseada em factos reais está também baseada na história da mesma autora intitulada de "Alguém me Ajude", história que relata a mesma época e a mesma situação, porém não são escondidos os nomes de todas as pessoas, e o conteúdo da história é mais sarcástico. Porém as personagens principais mante-se as mesmas.
Simulação:
Teresa: Maggie Grace
Ricardo: Ian Somerhalder
Mariana: Lara Cox
Mónica: Michelle Trachtenberg
Música: Somebody Help Me (Full Blown Rose)

"Outras apenas vão começando a ser uma recordação nebulosa da nossa cabeça.
As vezes aquela pessoa com quem mal falamos, pode ser aquela de quem um dia vamos ter mais saudades.
As vezes aquela pessoa especial deixa de ser o nosso conforto para passar a ser o nosso pesadelo.
As vezes enganamo-nos sobre as pessoas e fazemos juízos tão errados que depois quando percebemos que nos enganamos, acaba por ser tarde demais.
Não vou estar aqui a especificar nomes...
Não vou invadir a privacidade de uma pessoa...
Até porque muitas das pessoas que me ensinaram alguma coisa, não me conhecem directamente.
Mas as vezes as pessoas que não conhecemos directamente são aquelas que nos ensinam melhor.
Outras vezes aquele conforto que vem de longe pode ser tão útil para nós que nos ajuda a dizer o que realmente se passa na nossa vida.
Como aqueles pequenos amigos que fiz mesmo sem os conhecer efusivamente perto, conheço-os de maneira a confiar neles.
Depois aquelas pessoas que estão tão perto, e que mesmo assim não podemos confiar...
Como uma raposa matreira espera de uma vitima indefesa.
E ainda aquelas pessoas que se arrependem e mudam de caminho, na esperança de compreender o seu verdadeiro destino na terra.
Outros ser o sempre recordações...
Memórias de bons momentos...
O rapaz da sala de convívio que me queria ensinar a copiar...
O amigo do meu vizinho que era tão elegante que me tirava a cabeça do lugar...
O amor platónico da Mónica que de tão arrogante e convencido me fez rir tantas vezes...
O rapaz do bar que de tão atractivo me fez ter medo de o conhecer melhor...
As amigas das minhas inimigas que me tentavam intimidar...
A minha primeira inimiga a quem nunca ganhei rancor e sempre respeitei...
A minha turma que se revelou uma surpresa...
E um outro elevado numero de pessoas que se cruzaram comigo durante 9 meses."

Video dedicado ás personagens Teresa (Micha Barton) e Ricardo (Benjamin Mackenzie) aompanhado pela música Fallen de Sarah Maclanchen.


"Sempre pensei estar rodeada de amigos, mas na verdade, nos momentos de maior aflição estive sozinha, nunca tive lá ninguém comigo, descobri então, tinha um grupo de amigos que queria dominar a minha vida. Pessoas que me chamavam louca e mimalha sempre que as minhas atitudes não iam de encontro aos parâmetros de vida delas.
Farta de me sentir controlada, afastei-me definitivamente da minha turma do sétimo, oitavo e nono ano, tendo apenas consideração pela Ana, pelo Dário, pelo Cristiano, pelo Diogo e pelo meu grande amigo de infância André.
Depois disso decidi crescer sozinha.
E sempre tive medo de me encontrar sozinha, sempre tive medo de caminhar sozinha, medo de deixar alguma coisa para trás, mas a vida tinha que continuar, não conseguia viver com o peso da vigilância e obrigações dos meus amigos, mesmo correndo o risco de estar errada afastei-me deles.
Amigos não são aqueles que projectam a vida do outro, mas sim, os que aceitam os erros. Nesta análise descobri que eles não eram meus amigos, mas sim, pessoas que não contentes com a vida que tinham, queriam controlar a minha.
Só tinha a Mónica e mesmo assim a nossa amizade ainda teve que ser testada muitas vezes, mas afinal uma amizade que sobrevive ás atribulações que esta sobreviveu, só pode ser forte e verdadeira. Na despedida de um ano lectivo, nós juramos n o nos separarmos e estamos a cumprir a nossa promessa."
Primeiro video promocional da história com os actores da simulação acompanhado da música Nobody´s Wife da Anouk.
"O primeiro a saber desta minha paixão foi o meu primo Sérgio, ele era um bocado céptico em relação a isso e sempre me dizia " tens 15 anos, já tens idade para fazeres o que achas ou não correcto. Eu só tenho 14, não tenho idade para dar conselhos minha própria vida, muito menos tua complicada existência", ele dizia sempre isto num tom irónico seguido de um sorriso sincero. Eu adoro aquele miúdo pela frontalidade dele e pelo apoio que sempre

me dava, ele estava sempre pronto para me ajudar ou defender.
Finalmente nas ferias de natal decidi contar minha mãe que afinal achava que amava o meu melhor amigo, e espantosamente ela apoiou-me, como ela dizia " É preferível eu saber de quem gostas e apoiar-te a avisar-te, que te proibir e levar-te a mentir, assim eu estou ao teu lado e só cometes asneiras quiseres" Estou-lhe tão grata pelo apoio. Posso ser das poucas pessoas que se podem orgulhar de dizerem que para além de uma mãe tem uma amiga... se não fosse ela, eu não teria tido ajuda, ela ajudou-me, apoiou-me, chorou comigo, afagou-me o cabelo quando eu chorava na minha almofada, deitou-se na minha cama quando eu tinha medo de adormecer para acordar no dia seguinte, ela ajudou-me sempre...
- Tenho medo. – Dizia eu chorando.
- Terezinha chora que te faz bem...
- Não quero chorar quero explicações!!! Quero perceber por porque motivo isto me está a acontecer... Porquê eu?! Porquê ?! – Perguntava eu chorando.
- Não sei, mas tens que te afastar, ele não te merece, tens que o esquecer, eu sei que é muito fácil falar, mas é o que tens que fazer, sei que te custa e vai ser difícil vê-lo a andar com outras, mas ele não te merece, ele magoo-te tanto, como é que o consegues amar?!
- Porque sou estúpida!!!
- Não és estúpida, tu és uma menina que se apaixonou muito por um rapaz que tu consideravas perfeito, depois ele revelou-se uma peste. E agora estás desiludida. – Disse a minha mãe fazendo uma carícia no meu cabelo, eu deite-me na minha almofada, e chorei."

Tu, Aquela e a Outra II, é a continuação da história original que surge quando Teresa muda de escola e nessa mesma escola reencontra Ricardo, surgindo um novo leque de problemas e sensações que já começam a ser relatados no final do primeiro livro.
A história conta apenas com duas personagens principais, ambas já conhecidas, Teresa e Ricardo.
Simulação:
Teresa: Mischa Barton
Ricardo: Benjamin Mckenzie
Música: Te Ter Aqui (Ponto Quattro)

"Naquele esconderijo, nos braços de uma amiga chorei, senti que aquilo tinha sido o fim, perguntei porquê?! Porque motivo não podia ter o meu melhor amigo?! Porque motivo a minha melhor amiga me tinha enganado tanto?! Porque é que, se eu nunca tinha feito mal a ninguém me tinha acontecido tanto mal?! Porquê?! Porquê?! Porquê!? Por é que desde que a Mariana tinha aparecido na minha vida eu tinha perdido o brilho natural do meus olhos?! Porque é que a minha felicidade passara a ser artificial?! E as minha gargalhadas tão raras que quando eu me ria, me surpreendia a mim mesma?! Tantas perguntas e nenhuma resposta. Tantos medos e nenhuma cura. Tantos receios e ninguém para me proteger...
Soube que tinha crescido, ali sozinha...
Soube que tinha lutado e fracassado, não fui capaz de fazer com que a amizade com o Ricardo sobrevivesse.
Cheguei a casa com os olhos inchados de chorar, não jantei, fui para o meu terraço ver o sol-pôr, levei um diskman e o meu diário, ouvi aquelas musicas que marcaram um ano a amar o Ricardo, escrevi aquele sentimento de tristeza no meu diário, e defini-o como o fim.
Chorei tanto, foi como o rescaldo de meses de longas batalhas e sofrimento, doía-me tanto o coração, olhei para o céu em cima da minha cabeça e vi as estrelas... As nossas estrelas, elas estavam a ver-me, elas estavam a ver-nos, pensei no segredo que manterá durante tempos, na noite de Carnaval eu podia ter escolhido contar a verdade antes que a Mariana o fizesse por mim de maneira errada, escolhei preservar a amizade, mas acabei por estragar tudo, culpa minha, erro meu. Eu podia ter renegado ao meu coração o sentimento de ama-lo, podia simplesmente ter ficado com a amizade dele, mas em vez disse apaixonei-me, e enfrentei coisas que nunca pensei ter capacidade de enfrentar, eu era uma criança, nem sabia que o mundo era mau, e de um momento para o outro tenho que lutar por mim e por aquilo que amo, uma luta desigual, sem armas limpas, apesar que nenhuma arma é limpa, mas a verdade é que os meus inimigos já conheciam as armas, o terreno, e já estavam habituados, sabiam as minhas fragilidades e por isso sem métodos ilícitos, ganharam-me.
Como podia supor que ia chorar tanto?!
Rezei aos Deuses na esperança de aliviar a tristeza.
Em vão...
Aquelas lágrimas que caíam do meu rosto era incontroláveis. Por vezes acalmavam mas depois começavam outra vez.
Escrevi no meu diário o que sentia mas nunca consegui explicar direito, aquilo que sentia. Era tanta dor, tanta tristeza, tanta angústia e tantas lágrimas que só eu sei o quanto mal me sentia. Cada lágrima doía-me mais que a anterior. Cada "porquê" que eu perguntava era um bocado de mim que morria.
Cada vez, a cada momento que passava eu sentia-me mais triste.
O que se tinha passado?!
Não tinha motivos para achar isso.
Mas achei.
Deitei-me tarde, no dia seguinte nem queria ir para a escola, estava cansada, mas fui, as pessoas perceberam na minha cara que eu tinha estado a chorar, o que elas não sabiam era que aquela dor reflectida na minha cara, eram reflexos da noite anterior.
Eu e o Ricardo afastamo-nos, pouco falamos e se falávamos era só para dizer "olá" e nada mais. Eu tinha razão aquilo fora o fim, as minhas esperanças morreram."

Tu, Aquela e a Outra é um livro que conta os factos verídicos de uma fase da vida da própria autora, explicando os seus sentimentos de forma filosófica mas mesmo assim compreendida para todos aqueles que passam pela mesma coisa. Tal como a história as personagens são reais onde nem os nomes foram alterados a fim de manter a verrosidade da história, porém todas as personagens secundárias tem alcunhas ou designações que eram usadas pela autora já naquele tempo. O próprio título da história vem de uma conversa tida também ela na vida real entre Teresa e Ricardo.

"Já no café, nós sentamo-nos numa mesa, o empregado veio entregar-nos o café, eu não contive uma gargalhada e encostei a cabeça á parede rindo.
- Tem calma... – Aconselhou-me o Ricardo.
- Desculpa, mas a situação é hilariante... Estas coisas estranhas só me acontecem a mim... nem imaginas a piada que isto tem para mim!!! – Respondi rindo.
- Parece que sim...
- Coisas estranhas acontecerem, já é rotina na minha vida... mas esta noite, bateu todos os recordes.

A conversa continuou animada depois do café enquanto o Ricardo pagava o café eu fui saindo do estabelecimento, cá fora voltamos a falar.
- Pega. – Disse ele oferecendo-me uma pastilha elástica.
- Obrigada. És o meu ídolo, quando for grande quero ser como tu.
- Queres ter 1.80m?! – Perguntou-me ele.
- Não eu já me sinto concretizada com o meu 1.75m!!!
- Já és grande!!!
- Pois sou!!! Hoje tem que se me dar um desconto, estou de botas... Odeio as botas...Dói-me os pés!!!
- Não tarda nada já tiras as botas...
- Deixa-me cá ver se eu encontro as tuas estrelas... – Disse eu olhando para o céu. Encontrei-as - Estão ali!!! Já lhes deste nome?!
- Não.
- Não?! Quer dizer vês aquelas estrelas e nem lhes deste nome... És um desnaturado!!! – Afirmei.
- Nunca me lembrei disso!!!
- Temos que lhe dar um nome... Deixa-me pensar... – Pedi. Fez-se algum tempo de silêncio. – Tem que ser algo bonito, original... – Enquanto eu pensava e olhava para céu medida que caminhávamos, o Ricardo apontou para as estrelas e disse:
- TU, AQUELA, E A OUTRA. – Disse ele. – Já está, a partir de agora as estrelas chamam-se TU AQUELA E A OUTRA.
- É bonito... Original... Pelo menos elas já tem nome!!! Vai ter é piada, quando nós falarmos da "tu, aquela e a outra" ninguém vai perceber nada.
- Pois não, vão ficar a pensar outras coisas...
- Na segunda vou-me virar para ti e dizer-te: Olha ontem vi tu aquela e a outra. Estou para ver a cara do pessoal!!!
- Vai ter piada. – Riu-se o Ricardo.
- Eu não tinha o hábito de ver as estrelas, mas acho que vou começar a ver a tu aquela e a outra.
- Fazes bem.

A conversa desenvolveu-se mais um bocado enquanto caminhávamos até escola.
- Bem, já encontrei as estrelas, a lua é que nem vê-la!!!
- Essa hoje decidiu ir passear.
- Fez bem, nós também estamos a passear!!! – Disse eu, o Ricardo ficou pensativo. – O que é que foi?!
- Estava a pensar, que se eu tivesse guito, este n o era o nosso programa para esta noite.
- Ai não?!
- Não, chamava um táxi, e íamos até foz comer um gelado. – Disse o Ricardo.
- Um gelado, com este frio?! – Perguntei.
- Eu comia um inteirinho!!!
- E podias ficar com a minha parte...
- Mas a sério, comer um gelado beira mar, a ouvir as ondas a bater nas rochas...
- Isso parece um programa romântico!!!
- Não, ias tu, e os meus amigos todos!!! – Respondeu o Ricardo.
- Uau!!! E cabíamos todos no táxi?!
- Íamos em dois táxis.
- OK!!! Tenho uma mensagem no telemóvel. – Disse pegando no telemóvel. – É da tua prima. – Li a mensagem alto. Então como está tudo ai fora?! Espero que esteja tudo a correr bem muitos beijos (entre vocês os dois claro). Só depois de ler a mensagem é que percebi que n o era para ler alto. – Ups!!! Esta ultima parte n o era para ler alto. – Depois estendi o telemóvel ao Ricardo e disse. – V s, está entre parêntesis!!! – Depois desatamos a rir.
Quando voltamos escola, a entrada desta tinha sido vandalizada, e no mesmo momento que nós nos surpreendíamos, três carros da polícia estacionaram lá perto, eu e ele estávamos completamente confusos. Com o desenrolar dos acontecimentos nós apercebemo-nos que um grupo havia tentado entrar força na escola.
- Meu Deus elas estão lá dentro. – Disse eu preocupada.
- Calma, deve de estar tudo bem.
- Espero bem que sim."

Numa parte da história, Teresa escreve um poema dedicado a Ricardo, um poema que ela guardou a sete chaves até escrever o livro...
Querido Ricardo
Há uma coisa que há muito te quero dizer
Mas a verdade é que tive medo de sofrer
Mas algo quero exprimir
Algo que me proibi de sentir
Mas foi a ver que te ia perder
Que parei para isto começar a escrever
Muita coisa entre nós aconteceu
Os melhores momentos que o meu coração viveu
De um beijo de «olá»
Que no meu rosto ainda está
Uma conversa divertida
Deixei de estar de partida
De uma brincadeira com uma régua
Não me quero afastar nem uma légua
De mensagens tuas recebidas pelo meu telemóvel
Algo que guardei num bloco imóvel
Depois de uma zanga parcial
Ser convencido foi um mal
Apesar de tudo nunca desistis-te de mim
A «nós» nunca quiseste por um fim!
Depois apareceu alguém
Mesmo na altura em que eu decidi deixar de estar além
Houve um momento que o destino me ofereceu
Na altura que o meu coração se perdeu
Defendeste-me como se eu fosse um bebé
Foste por tempos a minha fé
Ouvimos a mesma música no rádio
E tudo apenas pela coincidência de horário
Depois de 90minutos numa companhia especial
Recebi uma mensagem que foi um mal
Acordei para a dura realidade
Lutei para ser a tua verdade
Tempos maus passaram
Mas as ruínas mudaram
Entrei na tua vida, para estar contigo
Mas o mais que consegui foi apenas um amigo
O tempo passou e vivi só para ti
Acho que sabes o que eu senti
Começamos a ficar inseparáveis
Momentos muito agradáveis
Conversas nos corredores
Nunca falamos de amores
Mas nunca me vou esquecer das nossas brincadeiras
Da lenha que queimou nas fogueiras
Olhares calmos e apaixonantes
Pensei que eram momentos gratificantes
Foi o mês da minha vida
Que nunca vai ser uma ferida
E de repente o destino dá-nos uma noite
Algo inesperado e irreal
Mostraste-me uma constelação que te era especial
Tentas-te ser especial, mas de ti fugi
Mas a verdade é que as tuas doces palavras temi
Contaste-me alguns segredos
E eu os meus medos
Um café algo de que nunca me quero esquecer
Uma noite que quero reviver
Um passeio com o frio as estrelas o luar
Mas tentas-te tudo para me respeitar
E na despedida dessa noite
Uma cumplicidade notória
Só mais um momento para a minha história
Ao chegar em casa não cabia em mim de felicidade
Tudo aquilo que me acontecera fora verdade
Mal eu sabia o que contigo estava a acontecer
Não sabia o que iria sofrer
A verdade é que depois de tudo chorei
Maus momentos que passei
Por mãos de alguém a quem chamava «Amiga»
Um dia numa sala de cinema
Não percebi o sentido da tua voz amena
Não percebi que só me querias a mim
Acreditei naquela que nos pôs o fim
Decidi contigo conversar
Mesmo a pensar que me ia magoar
Apesar de não te dizer o que eu queria
Eu sofria…
Tu estavas mais nervoso do que eu
Pensei que te ia tirar algo que era teu
A nenhuma conclusão chegamos
Nem mesmo se nos magoamos
O silêncio apoderou-se de nós
Ficaste mudo, sem voz
Alguma coisa se passou
Mas alguém descobriu que eu sou
Nunca desconfiei da verdade
Daquela que nos fazia a maldade
Por momentos desconfiei de ti
Das mentiras em si
A verdade é que me afastei
E espaço para ela dei
Cai nas mentiras óbvias
Mas não apaguei as minhas memórias
E ela conseguiu o que eu queria para mim
Mas não foi bem assim
Tudo o que é dito por ela foi mentira
Sei que me amas, e de mim não te queres afastar
Mas tens de me ajudar para esta história mudar
Uma fonte segura garantiu-me que me amas
Porque é que me queimas com estas chamas?
Não fujas do tempo nem dos teus desejos
Não tenhas medo dos meus beijos
Garanto-te que depois somos dois
Para ganharmos ás mentiras depois
Numa palavra só tenho par te escrever
E nada te vou esconder
É uma palavra simples de dizer
Amo-te
